10 incríveis animais que foram considerados extintos

Ao longo dos 4.54 mil milhões de anos de existência do nosso planeta ( 4.54 bilhões em português do Brasil), muitos animais habitaram o nosso planeta e muitos deles já estão extintos.

A sua extinção foi provocada pelos mais variados motivos, sendo muitos deles naturais, como por exemplo, alterações climatéricas ou mudanças das condições de vida no seu habitat natural. Contudo, nos últimos anos o principal motivo tem sido a intervenção humana, através da desflorestação, poluição e caça.

Acredita-se que cerca de 90% das espécies que já habitaram o nosso planeta, o equivalente a 5 mil milhões de espécies (5 Bilhões em português do Brasil), já estejam extintas. Estimativas indicam que actualmente existem aproximadamente 8.7 milhões de espécies diferentes no nosso planeta. Desses 8.7 milhões de espécies, apenas 1.3 milhões estão descritas, ou seja apenas 15% dos organismos que vivem no nosso planeta.

Determinar o momento exacto em que uma espécie é extinta, não é uma tarefa fácil. Afinal, uma espécie só se torna extinta quando o último indivíduo dessa espécie morre. Contudo, é praticamente impossível contabilizar todos os indivíduos de uma espécie e determinar o momento exacto da morte do último exemplar. Por este motivo, por vezes reaparecem alguns animais de espécies que se julgavam estar extintas.

Hoje em dia existem muitas espécies de animais que estão em risco de extinção, sendo muito importante preservar essas espécies para que não desapareçam tal como aconteceu com as seguintes espécies.

10 animais extintos:

Tigre da Tasmânia – Extinto em 1936

Tigre da Tasmânia. animais extintos
Tigre da Tasmânia. Imagem: Wikimedia

Também conhecido como lobo-da-tasmânia, foi um animal nativo da Tasmânia, Austrália e Nova Guiné. Este marsupial carnívoro, apesar do seu nome, não pertence à mesma família dos tigres nem dos lobos. Contudo, obteve esse nome devido ao padrão do seu pêlo que se assemelha ao de um tigre. Este animal extinto era pouco maior do que um cão de médio/grande porte, pesava aproximadamente 30 kg e podia medir cerca de 2 metros.

Foi extinto em 1936, quando o último exemplar que habitava no Zoo Hobart na Tasmânia morreu. Acredita-se que a principal causa para a sua extinção tenha sido a caça intensiva, incentivada por recompensas, uma vez que estes animais eram considerados uma ameaça para os rebanhos. Outros factores como doenças, introdução de cães, ocupação humana e destruição do habitat também contribuíram para a sua extinção.

Dodó – Extinto em 1662

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Dodó. Imagem: Wikimedia

Espécie de ave extinta que era endémica das Maurícias (Ilha localizada no oceano Índico, na proximidade de Madagáscar). Esta ave era incapaz de voar, talvez devido à abundância de alimentos em terra ou devido à ausência de predadores na ilha onde habitavam.

Foram avistados pela primeira vez em 1598 por navegadores holandeses e em menos de 100 anos foram extintos. O motivo para a sua extinção foi a caça por parte dos navegadores que visitavam a ilha. Acredita-se que o último exemplar desapareceu em 1662.

A sua rápida extinção tornou este animal num ícone da extinção. Apesar de não existirem fotografias, os dodó são considerados um dos animais extintos mais famosos da actualidade.

O seu aspecto continua a ser um mistério, uma vez que tudo aquilo que sabemos sobre o aspecto físico deste animal é proveniente de ilustrações e descrições escritas feitas por exploradores e navegadores daquela época.

Mamute-lanoso – Extinto em 1700AC

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Mamute-lanoso. Imagem: Wikimedia

O Mamute-lanoso ou Mamute-lanudo foi a última espécie de mamute a habitar no nosso planeta. Fisicamente, estes animais tinham o tamanho aproximado de um elefante-africano.

O Mamute-lanoso pesaria aproximadamente 5500 kg e media cerca de 4 metros de altura. Tinham um grosso manto de pêlo e uma camada de cerca de 8 cm de gordura que lhes permitia sobreviver em ambientes de baixas temperaturas. Outra característica particular destes animais eram as suas enormes presas curvadas que podiam chegar a medir 5 metros de comprimento. Essas presas eram utilizadas para afastar a neve enquanto procuravam alimento.

Apesar de ser uma espécie pré-histórica, os seus hábitos e características são relativamente bem conhecidos devido aos exemplares conservados no gelo que formam encontrados no Alasca e Sibéria, que permitiram descobrir bastante sobre os mamutes.

Acredita-se que os últimos exemplares da espécie desapareceram da ilha de Wrangel em meados de 1700AC.

Arau-gigante – Extinto em 1852

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Arau-gigante. Imagem: Rawpixel Ltd

O Arau-gigante era uma ave que media cerca de 85 cm e pesava aproximadamente 5kg. O seu bico era curvado, forte e preto e a sua penugem negra no dorso e branca na zona ventral.

Apesar de ser uma ave, era incapaz de voar, contudo era um excelente nadador. Era capaz de mergulhar até 70 metros de profundidades e suster a respiração durante 15 minutos. Estes atributos eram essenciais para caçar as suas presas debaixo de água

Mesmo sendo muito parecidos com os pinguins, estas aves não tem nenhum grau de parentesco, nem sequer pertencem à mesma ordem de aves.

A extinção desta espécie foi ditada devido à caça, nomeadamente por parte de navegadores que utilizavam a sua carne e ovos como alimento. Para além disso, também utilizavam a sua carne como isca de pesca e as sua penas eram utilizadas como matéria-prima para produzir almofadas.

Acredita-se que o Arau-gigante foi extinto em 1852. Actualmente existem 78 peles, 75 ovos e 24 esqueletos completos de Arau-gigante em museus de todo o mundo.

Tigre-de-dentes-de-sabre – Extinto entre 700 000 – 11 000 mil anos atrás

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Tigre-de-dentes-de-sabre. Imagem: Wikimedia

O Tigre-de-dentes-de-sabre também conhecido como Smilodon era um felídeo que viveu entre 700 000 a 11 000 mil anos atrás. Apesar do seu nome, este animal não tem nenhum grau de parentesco com os tigres.

Fisicamente, o Tigre-de-dentes-de-sabre era mais robusto do que qualquer felídeo dos tempos actuais. Os seus membros anteriores eram extremamente desenvolvidos e os seus caninos, que se tornaram a sua imagem de marca, podiam medir cerca de 50 centímetros. Para além disso, eram capazes de de abrir as suas mandíbulas num ângulo de 120º o que os tornava em exímios caçadores, capazes de dominar animais de grande porte.

Pensa-se que a extinção destes animais estará relacionada com a diminuição do número de animais herbívoros na proximidade do seu habitat, uma vez que estes eram as suas presas principais. Por outro lado, as mudanças climáticas e a influência humana pode ter tido alguma influência na extinção do Tigre-de-dentes-de-sabre.

Pombo-passageiro – Extinto em 1914

Pombo passageiro. Animais extintos
Pombo-passageiro. Imagem: Wikimedia

O Pombo-passageiro é uma espécie de ave que habitava na América do Norte e foi extinta em meados de 1900.

Estima-se que quando os primeiros europeus chegaram à América do Norte, a população do Pombo-passageiro seria entre 3 e 5 mil milhões (bilhões em português do Brasil). Com a chegada dos europeus verificou-se um declínio na população de pombos-passageiros devido à desflorestação que provocou uma perda do seu habitat natural. Estes animais eram também caçados e utilizados como alimento o que contribuiu ainda mais para a sua extinção.

O último exemplar conhecido desta espécie chamava-se Martha e morreu a 1 de Setembro de 1914 no jardim zoológico de Cincinnati.

Tigre-persa – Extinto em 1970

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Tigre-persa. Imagem: Wikimedia

O Tigre-persa, também conhecido como Tigre-do-cáspio era um animal corpulento que tinha 2.7 metros de comprimento e pesava 240 kg. Está espécie foi extinta em meados de 1970.

O Tigre-persa era um dos felinos mais corpulentos do nosso planeta e habitava a sul do mar Cáspio, daí a origem do seu nome.

No que diz respeito ao seu destino, os humanos mais uma vez tiveram uma grande influência na extinção desta espécie de tigre, uma vez que estes animais viviam em regiões próximas de rios e lagos devido à facilidade de obtenção de alimentos. Contudo, essas regiões também são muito procuradas por humanos e naturalmente o Tigre-persa acabou por ser caçado e afastado do seu habitat até eventualmente ser extinto.

Pato-de-cabeça-rosa – Extinto em 1936

Pato-de-cabeça-rosa animais extintos
Pato-de-cabeça-rosa. Imagem: Wikimedia

O Pato-de-cabeça-rosa era uma espécie de ave que habitava nas margens do rio Ganges na Índia. Foi identificado e descrito pela primeira vez em 1790 e foi extinto em 1936.

Esta ave tinha aproximadamente 60 centímetros de comprimento e as suas asas mediam cerca de 25 centimetros. No entanto, a característica que o distinguia era o seu pescoço e cabeça cor de rosa claro, que obviamente deu origem ao nome pelo qual se tornou conhecido.

O declínio da população dos patos-de-cabeça-rosa mais uma vez foi impulsionada pela ocupação dos seus habitats pelos humanos. Apesar de não ser uma espécie gastronómica, o seu aspecto exótico fazia com que estes animais fossem escolhidos como animais de estimação.

Em meados de 1930 foram caçados três pares vivos de pato-de-cabeça-rosa que foram levados para uma propriedade privada no Reino Unido. Estes animais sobreviveram bem em cativeiro, no entanto, não se reproduziam, acabando o último por morrer em 1936.

Arara-vermelha-de-cuba – Extinto em 1885

Arara-vermelha-de-cuba animais extintos
Arara-vermelha-de-cuba. Imagem: John Gerrard Keulemans

A Arara-vermelha-de-cuba, tal como o seu nome indica, é uma espécie de ave extinta que vivia na ilha de Cuba. Para além de habitarem em Cuba, também podiam ser encontradas na ilha vizinha, a ilha da Juventude.

Continua a ser uma das araras mais pequenas identificadas até aos dias de hoje, com apenas 50 centímetros de comprimento. Era uma ave muito colorida, a sua cabeça era vermelha, laranja, amarela e branca. Já o seu corpo tinha tons laranja, verde, castanho, azul e vermelho. Relativamente ao seu comportamento, pouco se conhece uma vez que não existem muitos relatos detalhados sobre este animal.

A perda do seu habitat foi o principal motivo que levou à sua extinção. No entanto, o seu comércio como animais de estimação e até mesmo a caça tiveram algum impacto no seu destino.

Um dos últimos exemplares desta espécie foi morto em Cuba em 1864, mas acredita-se que alguns exemplares possam ter vivido até 1885.

Huia – Extinto em 1907

Huia animal extinto
Huia. Imagem: J. G. Keulemans

A Huia é uma espécie de ave que vivia na ilha norte da Nova Zelândia e foi extinta em 1907. A sua extinção foi o resultado de caça excessiva que era feita com o objectivo de obter as suas peles por coleccionadores e as penas para decoração de chapéus. Outro motivo que levou à sua extinção foi a destruição do seu habitat natural.

Fisicamente, esta ave tinha uma plumagem azul escura com tons esverdeados na parte superior do seu corpo, principalmente na cabeça. São consideradas uma das aves com maior dimorfismo sexual, isto significa que existia uma grande diferença física entre o macho e a fêmea. A diferença mais óbvia encontrava-se nos seus bicos, tendo a fêmea um bico longo, estreito e curvado, enquanto que o macho possuía um bico curto e robusto.

Apesar de extintas, estas são uma das aves mais conhecidas da Nova Zelândia devido à sua beleza,assim como à forma peculiar do seu bico.

Existem várias organizações não governamentais dedicadas à preservação das espécies em vias de extinção. A World Wild Fund for Nature é uma delas. Visite o site e descubra como pode ajudar. Por vezes um simples donativo pode fazer toda a diferença.

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